Conheço a Maria há vinte anos, desde o momento em que abriu o seu restaurante homónimo na bela vila alentejana do Alandroal, longe ainda de imaginar o sucesso que iria atingir.
Com o sonho de pôr em prática o seu amor pela culinária num restaurante seu, Maria transformou um antigo celeiro, recebido em partilhas, num restaurante peculiarmente decorado, com as paredes pintadas como se fossem fachadas exteriores de casas, e onde não faltam portas, janelas e roupa a secar nas cordas.
Com a qualidade dos seus pratos, ingredientes utilizados e simpatia igual à de quem recebe pessoas em sua casa, Maria, e o seu marido Cândido, conseguiram conquistar, não só os habitantes das aldeias à volta, como muitos Portugueses espalhados por todo o país, que passaram a fazer centenas de quilómetros propositadamente para provar a sua comida. Sem falar nos turistas, essencialmente Espanhóis, que aparecem todas as semanas, atrás da certeza de que vão ser bem servidos.
Certeza essa garantida por dezenas de prémios, constantemente ganhos, ano após ano, como a distinção pelo Expresso em 2003, prémio melhor gastronomia 2011 pelo Turismo do Alentejo, recomendação pelo Guia Michelin, referência no New York Times, ou a recente eleição pela Sábado como um dos 100 melhores restaurantes em Portugal, entre tantos outros.
Quanto aos pratos, destaque especial para as deliciosas empadas de galinha de entrada, sopa de cação, o premiado cozido de grão ou as bochechas de porco estufadas. As sobremesas tradicionais alentejanas complementam, na perfeição, uma refeição inesquecível.
Só entre nós, o restaurante A Maria é um restaurante a ir, e a regressar. Muitas vezes.
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