Filipe Consciência

Acabaram-se os lugares apertados nos aviões


  


Conforme noticiado aqui, um avião da United Airlines teve de aterrar antes de chegar ao destino para expulsar dois passageiros que estavam a discutir por causa da utilização do Knee defender - uma peça que visa impedir que o passageiro da frente incline o banco para trás.



Segundo consta, a passageira da frente, incomodada com o facto de não conseguir reclinar o banco, pediu ajuda à uma assistente de bordo que, por sua vez, pediu ao passageiro de trás para retirar o Knee defender. Perante a recusa do passageiro, a passageira da frente atirou-lhe um copo de água. A partir daí, a discussão só piorou, obrigando a companhia a aterrar antes de chegar ao destino.


 


O Knee defender está à venda por dezassete euros, não ocupa muito espaço e é facilmente colocado no assento, garantindo um voo confortável para, pelo menos, quem vai atrás daqueles que adoram reclinar as cadeiras.


 


 


Porém, a sua utilização tem vindo a ser proibida pelas maiores companhias aéreas americanas, bem como pela Qantas, apesar de, mesmo assim, haver cada vez mais passageiros que recorrem aos Knee defender.


 


Para mim, parece-me uma excelente invenção. Bem sei que se os bancos são rebatíveis, as pessoas têm direito a incliná-los, mas não gosto nada quando isso acontece e, por isso, nunca inclino o meu banco. Fico especialmente zangado quando os da frente decidem manter os bancos inclinados enquanto comem, não deixando qualquer espaço livre atrás.


 


Por isso, e só entre nós, se vir por aí um Knee defender à venda, é bem possível que o compre.


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