Desde sempre que gosto de ser pontual. Ainda pequeno, lembro-me perfeitamente de ficar mais nervoso quando via que a hora suposta para sair de casa, ou para chegar a algum lado, já tinha passado.
À medida que fui crescendo, a pontualidade tornou-se numa obsessão, sentindo-me mal e zangado quando vejo que não vou chegar a um local à hora que idealizei. Esse é, alias, um dos meus pesadelos mais recorrentes - chegar atrasado a algum lado e não conseguir fazer nada para contrariar isso.
De tal modo que, por cautela, faço sempre por chegar uns minutos antes da hora (por vezes, até demasiados minutos antes), sofrendo, igualmente, se alguma coisa me fizer atrasar. Mesmo que chegue antes da hora marcada, mas depois da hora que tinha combinado comigo mesmo, já fico zangado.
Porém, a verdade é que tirando o nervosismo e ansiedade associado ao sofrimento por ser pontual, a rigorosa pontualidade só me tem trazido benefícios, sendo sempre visto, pessoal e profissionalmente, como uma pessoa pontual que cumpre com as suas obrigações.
O maior problema é que a maioria não defende esta pontualidade rigorosa, o que acaba por fazer com que, normalmente, tenha de passar longos períodos à espera dos outros que não cumprem com o horário. E aí, volto a sofrer. Quase tanto como se estivesse atrasado.
É que, para mim, dois segundos depois da hora marcada já é uma doença. Aliás, não estar num local uns minutos antes já é suficientemente mau. Se combino com alguém a uma determinada hora, e cinco minutos antes ela ainda não chegou, sou pessoa para dizer "já está atrasada!".
Só entre nós, eu sei que é um exagero, mas pelo menos sou pontual.
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