Filipe Consciência

Cruzeiros - as vantagens e falsas desvantagens

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Os cruzeiros são uma das nossas formas preferidas de viajar. Podemos, de forma bastante descansada, conhecer várias cidades e países em poucos dias, sem termos de pensar em malas, transfers ou restaurantes, e ainda temos dezenas de atividades para ocupar os tempos livres.


 


Esta é a maior vantagem de um cruzeiro. A possibilidade de conhecer os locais que desejamos conhecer, descansando ao mesmo tempo e evitando confusões que teríamos se não fôssemos de cruzeiro.


 


Afinal, e tal como escrevi em cima, desfazemos as malas no primeiro dia e só temos de pensar nelas no último, independentemente dos países que visitemos entretanto, e dos milhares de quilómetros percorridos. E não temos de andar a pensar onde é que vamos comer. Os restaurantes e cafés estão sempre abertos e a comida está incluída no preço.


 


E se temos horas livres durante a navegação, podemos ir às lojas, cinema, teatro, piscina, jacuzzi, spa, ginásio, cabeleireiro, bowling... Ou podemos ficar, simplesmente, a ler um livro, ou apanhar sol, tanto num deck como na varanda da cabine.


 


A ideia de que estar num barco no meio do oceano é assustador, e que uma pessoa passa a viagem nauseado, não podiam ser mais enganadoras. É claro que existem exceções, mas eu costumo enjoar facilmente (não consigo, por exemplo, ler nada num carro) e depois de tantos cruzeiros que já fiz, só houve dois momentos passageiros em que me senti levemente enjoado. Nada que não se resolva fácil e rapidamente com um comprimido (disponível gratuitamente nas receções dos barcos).


 


Quanto à ideia de ser assustador estar no meio do oceano, basta escrever que quando se está num barco com outras milhares de pessoas e centenas de atividades diárias para fazer, quase que nem se nota que se está num barco e longe da costa.


 


E quem diz que num barco com quatro mil pessoas não há um metro quadrado livre para se poder estar à vontade, nunca deve ter feito um cruzeiro. É que tanto nas partes exteriores como interiores do barco há sempre alguma zona pouco procurada. Afinal, estamos a falar de navios com mais de 300 metros de comprimento e, por norma, 13 ou 14 decks públicos, o que significa que não faltam salas e cafés vazios ou zonas para estender uma espreguiçadeira sem ter ninguém ao lado.


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