Filipe Consciência

Dar sangue


 


Hoje vou dar sangue, tal como costumo fazer, quase sempre, de três em três meses. Já não sei quantas vezes o fiz, mas sei que foram muitas, desde a primeira vez que dei assim que fiz 18 anos.


 


Só entre nós, claro que é chato ter de perder, pelo menos, uma hora do nosso pouco tempo livre. Claro que é desagradável ter de estar sempre a responder a questões tão íntimas durante o questionário médico. Claro que também custa um pouco, pois nunca é muito agradável levar com uma agulha no braço. E é claro que nos sentimos ligeiramente mais fracos, depois de dar sangue.


 


No entanto, também é verdade que não estamos a “perder” tempo quando estamos a “dar” tempo de vida e saúde a outras pessoas, e a dor, praticamente insignificante, ou o desconforto posterior, é ainda mais desvalorizado face ao benefício que estamos a proporcionar.


 


Dar sangue é dar vida. Literalmente. Daí que tudo deve ser posto de lado e todos aqueles que podem devem dar sangue frequentemente. Porque estaremos a salvar a vida de desconhecidos. Ou, até mesmo, de alguém muito próximo de nós. Tenho a certeza que ninguém gostaria de saber que não tinham sangue para salvar, por exemplo, o seu filho, marido ou mulher.


 


Por isso, façam como eu, vão ao site do Instituto Português do Sangue e vejam qual o local mais próximo e dia onde podem dar sangue. Não confiem somente nos outros para salvar quem amam.


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