Existem poucas cidades como o Dubai e isso é facilmente perceptível ao observar a cidade através das janelas do observatório do Burj Khalifa Bin Zayid, no seu 124º andar, onde é possível ver uma metrópole em constante crescimento, roubando espaço ao deserto e mar que a rodeiam, para que se possam construir infra-estruturas que desafiam a lógica e fascinam qualquer um.
Dubai é o resultado de um sonho de um Sheik, que não se limitou a gastar dinheiro com as receitas do petróleo, mas que procurou ir mais além, planeando e preparando uma cidade para um futuro após o fim da riqueza responsável pela incrível transformação, em poucas dezenas de anos, de uma pequena povoação localizada no deserto numa potência mundial, fazendo frente a inúmeros países.
Em 2008, quando visitei o Dubai pela primeira vez, senti que a cidade ainda estava “inacabada”. Havia guindastes em todos os quarteirões, muitos projectos à espera de ver a luz do dia e um sentimento de que ainda era preciso esperar uns anos para poder usufruir verdadeiramente de tudo o que tinha sido projectado.
Cinco anos depois, foi com agrado e surpresa que vi uma cidade diferente. Mais terminada, mais funcional, bonita e espectacular. É incrível ver as dezenas de arranha-céus erguidos no meio do deserto, avenidas a perder de vista ou centros comerciais que ultrapassam as dimensões que alguma vez sonhámos como possíveis e, ainda assim, poder passear calmamente junto ao creek e desfrutar da tradição nos souks.
O Dubai passou a ser um dos meus destinos preferidos e confesso que não vejo a hora de poder regressar.
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