Demorou, mas chegou. Já mais perto das trinta dádivas do que das vinte, recebi finalmente no correio o certificado e medalha de bronze por ter dado sangue por vinte vezes.
E o que é que isto interessa? Nada. Não vou emoldurar o certificado, nem vou andar com a medalha ao peito, tal e qual um militar condecorado. E também não andei a dar sangue desde os dezoito para chegar o momento de receber uma medalha.
No entanto, a verdade é que para quem dá sangue sem receber nada em troca, a não ser a sensação de dever cumprido por se ter ajudado alguém e, provavelmente, ter salvo a vida de um desconhecido (ou mesmo familiar), sabe bem ver um agradecimento oficial e um reconhecimento simbólico. Daí que me tenha sentido feliz por receber a medalha.
Este mês faz três meses que dei sangue pela última vez, pelo que, nos próximos dias, vou cumprir novamente o meu dever de ajudar quem precisa.
Se puderem, façam como eu, vão ao site do Instituto Português do Sangue e vejam qual o local mais próximo e dia onde podem dar sangue. Não confiem somente nos outros para salvar quem amam.
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