Até há bem pouco tempo, pensava eu (pura ingenuidade...), que após a contratação de uma empregada doméstica pelo preço que ela própria estipulou, competia-me a mim pagar-lhe a tempo e horas todos os meses o valor previamente acordado e, naturalmente, cabia-lhe a ela fazer o seu trabalho dentro do horário previamente combinado. Quanta ingenuidade...
Estava este esquema em pleno funcionamento há cerca de ano e meio, pensando eu que tudo corria da melhor forma, quando ao chegar a casa num (para mim) banal fim de dia de trabalho, encontro um bilhetinho escrito pela empregada doméstica a dizer que tinha chegado ao seu limite e deixava o trabalho em minha casa nesse mesmo dia, sem aviso prévio.
E qual era, então, esse limite? Para minha grande surpresa, a senhora queria ter sido aumentada, sem nunca o ter feito saber. Queria ser dispensada do trabalho nas minhas férias, o que nunca aconteceu, continuando a ser remunerada. Queria uma prenda de Natal. Queria saber para onde íamos de férias e não apenas limpar as malas no final da viagem. Mas fez saber que estava bem a par das nossas voltas (fez questão de dizer qual o destino das últimas férias)... E, a gota de água, queria acima de tudo ter sido informada formalmente acerca da minha gravidez e não ter descoberto pelas novas calças! Apesar de ter deixado bem claro que há muito tinha percebido que queríamos ter um filho... Sabe Deus como!
Serei só eu a achar tudo isto muuuuuuito estranho???
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