Desde pequeno que gosto de Agatha Christie. Lembro-me bem de entrar na biblioteca da quinta dos meus avós, ficar a admirar a coleção inteira iluminada pelo sol que entrava pela janela e escolher um livro para folhear, sentado no chão ou na cadeira de baloiço da varanda.
Com uma preferência pela personagem de Poirot, que descobre todos os segredos por detrás dos assassinatos, fui lendo os seus livros ao longo dos anos. Ri-me com muitas passagens, tentei, de todas as vezes e sem grande sucesso, colocar-me na pele de Poirot, e chorei com a sua morte.
Quando li sobre "Os crimes do monograma", nem queria acreditar. Tinha sido escrito um novo livro, com a minha personagem preferida. É certo que não tinha sido a Agatha Christie a escrevê-lo, mas a personagem estava de volta, e, ao longo da leitura de "Os crimes do monograma", muitas foram as vezes em que pensei que estava a ler mais uma obra de Agatha Christie. E este é o melhor elogio que posso fazer ao livro .
É curioso que saia um novo livro, quando Agatha Christie matou a personagem que a fez mundialmente famosa para impedir isso mesmo. Mas o regresso de Poirot é tão bem conseguido, que penso que a sua autora não se importaria se estivesse viva.
"Os crimes do monograma" é um livro que nos devolve Poirot e as suas particularidades que o tornaram único e tão adorado em todo o mundo. Não falta o seu humor, personalidade castiça e inteligência sem igual, para além de uma história bem conseguida com suspense na medida certa.
Por tudo isto, "Os crimes do monograma" é um livro para todos os que gostam deste género e para os eternos fãs de Poirot.
P.S.: a foto foi tirada em pleno Mediterrâneo, durante o último cruzeiro que fizemos.
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